11 de mar de 2010

Neste momento de quarto profundo e obscuro, existe alguém que grita silencisamente, que sente tanta dor e pede para ir deixando os dias fluídos que poderião vir. Aqui mora uma solidão humana.
Porque tudo fora tão perfeito que se tornara tão melancólico com algumas insignificâncias. Seu jeito rústico de ser, sua forma inapropriada à sociedade me tranquilizava, via nele que não era única.Existia outro ser frágil que havia nascido em cada momento novo. Que sentia todas as sensações em curto espaço de tempo, em poucas horas se transformara em grandes personagens, em longas horas procurava dentro de si quem era. E nesse turbilhão de pensamentos me via enraizada, foi um parto silencioso. Fora uma vida de esperança silenciosa, um desejo só enraizado, estive fora mas estando por dentro.
Tenta deitar, para vê se o sono bate, foram tantos anos enjaulada que conhece cada ponto das paredes, é notório a chegada de alguém entregando-lhe algo comestível. E come, pois sabe que aquilo a mantém viva mesmo estando como morta. E sempre se pergunta com suas frases lembrativas expostas nas paredes. Qual o significado de algo morto?

Um comentário:

Tamara disse...

Esse texto me faz lembrar algo que eu nem sei bem ao certo o que é. Mas lembro inconsciente.